quinta-feira, 29 de junho de 2017

MENORES INFRATORES: UMA REFLEXÃO SOBRE SEU CONTEXTO SOCIAL E INFRACIONAL





Diante das reflexões e diagnósticos que iremos apresentar ao longo desse trabalho, conclui-se que o presente artigo tem o potencial de fomentar discussões relacionadas à prática de atos infracionais entre crianças e adolescentes.


Profª Esp. Maria Aparecida Batista de Lima Silva

 Cidade : Barra do Garças

RESUMO

É notável o crescimento do índice de delitos praticados por menores, diariamente reportados pela mídia local e nacional. Essas ocorrências causam sofrimento para a sociedade e despesas para os órgãos públicos. Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo refletir sobre o perfil dos menores infratores, dos atos infracionais e das medidas do sistema judicial empregadas, fundamentando-se no levantamento bibliográfico e na caracterização da estrutura física e organizacional da Delegacia Especializada do Adolescente e do Conselho Tutelar de Barra do Garças.

ABSTRACT

The growth of crimes rate committed by young offenders is reported daily by local and national media. These events cause distress to society and governmental cost. Therefore, this study aims to reflect on the profile of juvenile offenders, their offenses and measures of the judicial system, taking account of the survey and to characterize the physical structure and organization of the Guardian Council and the police department for the protection of the child and the adolescent of the Barra do Garças.

Keywords: Juvenile offenders; Risk factors; Society; Legislation;

1 INTRODUÇÃO

“Uma criança não ameaça ninguém. É só vida, inocência e ternura. Mais que ajudar a outros, ela precisa ser ajudada e acolhida. (...) Cada vez que nasce uma criança, é prova de que Deus ainda acredita na humanidade. Deus acreditou tanto que quis nascer criança frágil, com os bracinhos enfaixados para não ameaçar ninguém” - teólogo Leonardo Boff, em seu artigo “Espírito de Natal”.   

Uma das grandes preocupações atuais frente ao cenário de violência consiste na evidência de que indivíduos jovens estão cada vez mais envolvidos nesse processo, seja como vítimas ou autores (PRIULI; MORAES, 2007). No Brasil, casos de criminalidade e delinqüência infanto-juvenil são constantemente noticiados na imprensa, suscitando discussões sobre a questão da maioridade penal, a eficácia das medidas sócio-educativas (contidas na Lei n° 8.069/90 do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA) e sobre o delineamento de políticas preventivas (CRUZ, 2003; SILVA et al., 2006). Em 1990, foi promulgado o ECA (BRASIL, 1991), produto da ratificação da Declaração Universal dos Direitos da Criança e do Adolescente da Organização das Nações Unidas (ONU), representando um avanço para a cidadania e estrutura jurídica brasileira, ao garantir os direitos à liberdade, dignidade e respeito à infanto-adolescência (OLIVEIRA; ASSIS, 1999). O referido Estatuto considera esta população como sujeito de direito e merecedora de cuidados especiais e proteção prioritária, reconhecendo como penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos que cometem crime ou contravenção penal (BRASIL, 1991).  Vale destacar, ainda, que o ECA utiliza a terminologia “ato infracional” para referir-se à infração praticada por crianças e adolescentes. Assim, em casos de atos infracionais praticados por menores de dezoito anos, estes sujeitos não respondem penalmente. A responsabilidade social é garantida através de medidas sócio-educativas de advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, inserção em regime de semi-liberdade, internação em estabelecimento educacional, entre outras medidas voltadas ao acompanhamento do infrator na família, escola e comunidade (BRASIL, 1991; PONTES et al., 2002). Ou

seja, busca-se a reinserção social por meio de medidas que objetivam conscientizar os menores infratores em relação à gravidade do ato cometido e do dano sofrido pela vítima, tomando consciência de sua responsabilidade (PEREIRA, 2002). Considerando-se que há uma lacuna na literatura científica no que se refere ao levantamento do perfil dos menores infratores, dos atos infracionais e das medidas do sistema judicial empregadas, o presente trabalho propõe-se a levantar reflexões sobre esses tópicos, fundamentando-se no levantamento bibliográfico e na caracterização da estrutura física e organizacional da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) e do Conselho Tutelar de Barra do Garças. Para esta contextualização, foram realizadas visitas à DEA e ao Conselho Tutelar durante o mês de outubro de 2009, além de entrevistas com o respectivo delegado, a agente de desenvolvimento econômico social e as conselheiras tutelares.


2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 ASPECTOS LEGAIS

No contexto da sociedade brasileira, a preocupação com a proteção da infantoadolescência refletiu-se em diversos dispositivos da Carta Constitucional de 1988. Cabe ao Estado, à sociedade e à família assegurar condições efetivas do exercício de cidadania plena à criança e ao adolescente, os quais devem ser protegidos e ter seus direitos garantidos (BRASIL, 1988). Assim a Constituição Federal determina que: 

Art. 227 – É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

   1o – O Estado promoverá programas de assistência integral à saúde da criança e do adolescente […] 

3 o – O direito à proteção especial abrangerá os seguintes aspectos: 

I – idade mínima de quatorze anos para admissão ao trabalho, observando o disposto no art. 7 o, XXXIII; […]  III – garantia ao acesso do trabalhador adolescente à escola; […] 

4 o – A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da criança e do adolescente. 

Art. 229 – Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores […]  Já a Lei n o 8.069, de 13 de julho de 1990, conhecida como ECA, destacou a condição peculiar de crianças e adolescentes como pessoas em desenvolvimento e sua titularidade de direitos fundamentais (BRASIL, 1991). De acordo com o ECA, criança é o indivíduo de até 12 anos de idade incompletos, enquanto que adolescente é aquele tem entre 12 e 18 anos de idade.  Conforme disposto no art. 54 do ECA:  É dever de o Estado assegurar à criança e ao adolescente:  I – ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria;  II – progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio;  III – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino;  IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade;  V – acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um;  VI – oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador;  VII – atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. O adolescente autor do ato infracional tem seus direitos assegurados pelo ECA quando da sua apreensão, durante o julgamento e na execução da medida sócioeducativa (BRASIL, 1991). No sistema jurídico vigente, seus direitos e deveres devem ser preservados ao considerar sua incapacidade jurídica para os atos da vida civil e a sua inimputabilidade perante a lei penal. Dentre os seus direitos, estão: a) a apreensão somente em flagrante de ato infracional ou mediante ordem do juiz; b) a comunicação imediata da apreensão ao juiz, à família ou a qualquer pessoa que o adolescente indique;

c) a garantia de se defender em relação a qualquer acusação que lhe seja imputada; d) a necessidade de receber todas as informações sobre sua situação processual. Antes do ECA, todas as decisões estavam centralizadas na autoridade do juiz. Com a lei, foram criados os conselhos tutelares, o Ministério Público passou a desempenhar papel fiscalizador e o adolescente conquistou garantias processuais (LOPEZ, 2000). 

2.2 FATORES DESENCADEADORES DOS ATOS INFRACIONAIS

As causas de marginalidade entre os jovens são amplas, não se restringindo apenas a aspectos estigmatizados como a mendicância, fome, baixo nível de escolaridade e renda, desemprego, subemprego, desestruturação familiar e o descaso social (CRUZ, 2003; SILVA et al., 2006).  De modo geral, classificam-se em causas psico-patogênicas e/ou psicossociais. As causas psicopatogênicas, que ocorrem com menos frequência, decorrem do comportamento de indivíduos com personalidade psicopática, a qual se manifesta desde a infância ou adolescência, acentuando-se durante o processo mental e psicológico, no desenvolvimento da delinqüência ou conduta anti-social. Jovens com tais características integram mais rapidamente a delinqüência, caracterizando-se por deficiências de princípios éticos e morais, insensibilidade emocional e baixo nível de relacionamento interpessoal. Já as causas psicossociais referem-se a fatores que convergem para conduta anti-social do menor, tais como: uso de entorpecentes, a exploração comercial do sexo e do erotismo, a minimização de princípios morais pelos meios de comunicação, a pobreza e a marginalização, a violência urbana, desemprego e subemprego, carências habitacionais, educacionais e de saúde crime (CRUZ, 2003; SILVA et al., 2006).
Edição : Carlos Sousa

terça-feira, 27 de junho de 2017

AS MAZELAS VIVIDAS PELA POPULAÇÃO NEGRA NO PIAUÍ



A falta de oportunidade, as desigualdades sociais, o racismo, o desemprego, a violência sofrida pelo preconceito policial a que está submetida a população negra, principalmente a juventude, é cruel e já bastante conhecida pelas autoridades e estudiosos e são pouco repercutidas na sociedade.  As consequências de tudo isso afeta a alma e a psique do povo negro. As marcas sistêmicas, violência Psicológica, física, desarranjos familiares, desigualdade social que estão submetidos acompanha a vida desde criança até a vida adulta, gerando uma população de marginalizados, moradores de favelas, de ruas, grande número de presidiários.  O trabalho das ONG’S e movimentos sociais voltados à periferia, é sem dúvida, importantíssimo para essa população. Daí a importância da iniciativa dos (as) militantes, ONG’S em promover um Seminário que trata o tema do racismo, genocídio negro como pano de fundo de uma das coisas mais graves que vivemos em nossos dias.  Diante dessa conjuntura, várias entidades, Grupos e setores organizados em torno da luta antirracista vêm se organizando nos últimos anos para denunciar, discutir e propor estratégias de enfrentamento à essa situação. Seria bom que organizassem um Debate contra o genocídio da população, no intuito de refletir como os psicólogos que atuam nas mais diversas áreas e instituições que lidam direta ou indiretamente com esse problema podem ampliar seus referenciais de atuação no enfrentamento dessa questão, podendo participar ativistas do movimento negro, psicólogos (as) e estudiosos (as) da temática. 

     fotos : internet
TEXTO: Carlos Sousa e Patrícia Amélia  


sábado, 24 de junho de 2017

Senadora Regina Sousa entrega livros para estudantes de União


Estudantes de duas escolas de União, a 60 km de Teresina, receberam da senadora Regina Sousa (PT), exemplares da Constituição em Miúdos. O livro é de autoria da professora Madu Macedo escrito com a colaboração de outros professores e publicado em parceria pela gráfica do Senado Federal. Aborda em uma linguagem simples temas da Constituição Federal e é destinado a jovens de 12 a 15 anos de idade.


    fotos : Geneide Santos


A senadora ressaltou a importância de incentivar a leitura entre crianças e adolescentes, pois eles precisam saber o que acontece no Brasil para poder questionar e opinar. E pediu a todos que leiam o livro, discutam com os colegas e familiares e depois repassem para que outros possam saber sobre as leis que regem o nosso país.
A gerente de Educação da Secretaria Municipal de Educação de União, Antonia de Maria disse que é muito importante que os alunos do 6º ano saibam o que é a Constituição, quais as leis que ela contém. E elogiou a iniciativa da senadora Regina em levar livros para as escolas.
Receberam exemplares alunos do 6º ao 9º ano  e do Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Unidade Escolar Antonio Medeiros Filho, localizada no povoado David Caldas, em União. A diretora da escola, Sônia Maria Costa Andrade também elogiou a iniciativa da senadora em doar livros para os estudantes. “ A melhor arma é o livro. Com os livros se conhece o mundo.”
A estudante do 9º ano, Cristina Maria Duarte, 14 anos, contou que não conhece a Constituição Federal e que agora vai ler e saber o que traz o livro que contem leis que regem a vida do brasileiro. “ É muito boa a iniciativa da senadora, pois incentiva a leitura.  
Os 94 alunos do 7º, 8º e 9º ano, turno da tarde, da Unidade Escolar Irmã Maria Simplícia, em União, também receberam a Constituição em Miúdos entregue pela senadora Regina Sousa. O superintendente Institucional da Secretaria Estadual de Educação, José Barros, e o presidente do PT de União, Leonardo Fialho, acompanharam a senadora na visita às escolas. E a convite do diretor, Jurandir Santos, a parlamentar ainda visitou a Unidade Escolar Joana Maria da Conceição, no povoado David Caldas, e conversou com eles sobre o trabalho dos senadores e deputados federais no Congresso Nacional.

Texto : Geneide Santos

Edição : Carlos Sousa


terça-feira, 20 de junho de 2017

Fórum reúne artistas visuais de Teresina



Foi realizado nessa terça-feira o Fórum de Artes Visuais, no Café Sobrenatural do Salve Rainha, onde foi discutido o plano de cultura (artes visuais) e o premio artes visuais. O blog Mundo Periferia conversou com o artista visual WG que explicou objetivo do evento.


“ Mano, o lance é das políticas públicas agora tem que ter uma participação da população, principalmente dos segmentos onde essa política pública precisa ser efetivada. No nosso caso aqui de artes visuais foi criado um sistema nacional de cultura e está sendo construído o sistema municipal de cultura e, dentro desse sistema, as demandas dos artistas precisa passar pelo conselho. Como eu fui eleito conselheiro, eu preciso mobilizar a galera, debater, avaliar as políticas públicas que existe. Propor novas políticas públicas que vão para um plano e que vão junto com outros segmentos como a dança, onde vai dar o norte para o gestor, para o prefeito investir os recursos das artes naquilo que veio das discussões dos próprios artistas. Antigamente o prefeito era eleito, ele bolava um plano para as artes. Contratava alguém para escrever umas ideias e acabava impondo as ideias dele e o lance desse sistema de cultura e que a gente diz o que quer que seja feito e ele se vira para conseguir concluir aquilo que realmente o povo está querendo. A importância disso é uma oportunidade que a gente não pode perder. Saca, a gente reclama tanto, mais esse é o momento da gente intervir e propor e depois ficar pressionando que as coisas aconteça. ”
Veja imagens do Fórum :















    FOTOS  : Carlos Sousa

edição : Geneide Santos

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Redução de danos ajuda a vencer vício



Droga
Redução de danos ajuda a vencer vício
Quando a simples abstinência deu lugar a uma abordagem alternativa, 89% dos usuários reduziram consumo de crack, segundo pesquisa britânica publicada em 2017
Durante muitos anos, os dependentes químicos foram convencidos de que a única opção de tratamento para o vício era a abstinência, geralmente associada a internações. Mais flexível, outra política, chamada “redução de danos”, é hoje uma das principais tendências mundiais no tratamento da dependência química.
Essa abordagem busca a redução gradativa dos prejuízos provocados pelas drogas, mesmo que substituindo uma substância por outra menos prejudicial à saúde. Um exemplo é a maconha, que, apesar de ser considerada por muitos “porta de entrada” para outras drogas mais nocivas, nesse método pode ser utilizada como “porta de saída” para auxiliar, por exemplo, dependentes de crack.
Depois de acompanhar 50 dependentes que relataram usar maconha para atenuar a fissura, como é chamado o forte desejo de usar a droga, o psiquiatra Dartiu Xavier, coordenador do Programa de Atenção a Dependentes Químicos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), observou que 68% deles conseguiram abandonar o vício em crack e, depois, espontaneamente, a maconha.
De acordo com o especialista, essa é uma opção à tradicional política higienista de retirar as pessoas da sociedade, como prioriza o prefeito João Doria (PSDB) em suas ações na Cracolândia, em São Paulo. Em operação policial no mês passado, ao menos 38 pessoas foram presas. A prefeitura tentou, sem sucesso, autorização judicial para internar os usuários à força, uma medida amplamente criticada por especialistas.
“A internação deve ser exceção, e não regra. Em uma situação artificial, é fácil ficar em abstinência. O difícil é quando a pessoa está na vida dela, com dificuldades e problemas”, argumenta o psiquiatra. Para ele, o paciente precisa de autonomia. “Eu trato dependentes há 28 anos. Se um deles me procura querendo ficar abstinente, eu vou trabalhar nessa linha, pois é ele que vai dizer qual a melhor estratégia. Mas estatísticas mostram que só 30% dos dependentes conseguem. De cada dez, só três vão alcançar a abstinência. Com os outros, preciso de outras estratégias”, diz.
A política de redução de danos pode ser considerada um primeiro passo. “É muito frequente começar com ela e depois o paciente terminar abstinente”, afirma Xavier.
Um trabalho de 2017 do professor Michael-John Milloy, da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, revisou três estudos que acompanharam a trajetória de 300 usuários de crack – 122 deles fumavam maconha como forma de conter o desejo por crack. Milloy concluiu que, depois de 30 meses aplicando essa estratégia, as chances de o usuário reduzir o consumo de crack eram 89% maiores.
Em Pernambuco, o Programa Atitude, criado em 2011 para buscar melhorar a qualidade de vida de viciados em crack também obteve bons resultados. Um estudo feito em 2015 com 5.714 indivíduos mostrou que 93% se identificaram inicialmente como usuários ativos. Após o engajamento no programa, esse número caiu para 64%, com 36% dos participantes deixando de usar a droga. Em paralelo, cerca de 91,1% responderam que sua saúde melhorou após ingressar no programa.
Histórico. A política de redução de danos surgiu na Inglaterra na década de 20. Durante algum tempo, despertava medo por conta das divergências históricas entre as políticas sobre drogas oriundas do campo da segurança e da saúde pública. No Brasil, seu surgimento coincidiu com a epidemia da Aids da década de 80, quando usuários de drogas injetáveis da cidade de Santos receberam seringas estéreis com o objetivo de conter o HIV. Hoje, é uma política de saúde pública reconhecida pelo Ministério da Saúde e protegida por legislação.
Para o coordenador executivo do Programa Institucional Álcool, Crack da Fiocruz, Francisco Netto, a política de redução de danos mudou a visão que imperava de que os usuários de drogas eram criminosos. “Ela não vê como caminho a criminalização dos usuários e não condiciona o acesso ao cuidado à abstinência, pois entende que é necessário garantir acesso a direitos e saúde a todas as pessoas, inclusive aquelas que não conseguem parar de usar drogas de imediato”, explica.
O psicólogo Bruno Logan, apresentador do canal RD com Logan no YouTube, aponta que nem todos usuários têm problemas com as drogas. “E para quem tem problema, a internação só é indicada para menos de 5% dos casos”, diz. No Brasil, porém, o total de internações por uso de drogas supera o de alcoolismo.

Minientrevista
Paulo César Teixeira
Ex- usuário e motorista
54 anos

Fonte : O TEMPO
EDIÇÃO : Carlos Sousa

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Retrocesso atinge os psicólogos do Piauí e do Brasil



Escudos para se proteger do que?

Esse texto é uma pequena reflexão sobre o retrocesso previsto a 4 anos atrás pelo ativista Domiciano Siqueira presidente da (aborda) Associação Brasileira de Redutoras e Redutores de Danos
Ativista conhecido em boa parte do país, Domiciano Siqueira concede entrevista ao (En) Cena para falar sobre os impactos que a nomeação de Valencius Wurch Duarte Filho traz para as políticas públicas destinadas a usuários de álcool e outras drogas, além de toda a rede de atenção psicossocial e Saúde Mental.  Domiciano diz que se nada for feito, não apenas os usuários destes serviços serão impactados negativamente, mas uma gama de profissionais envolvidos nestas políticas públicas, como psicólogos, por exemplo.
Profissional voltado às áreas de Saúde, Educação e Justiça com sólida experiência no setor, junto às organizações governamentais, não governamentais e de iniciativa privada, Domiciano Siqueira tem vivência em treinamentos, elaboração de programas de prevenção, levantamento de necessidades e implantação de novos sistemas de prevenção à AIDS e ao uso indevido de drogas. Além disso, detém habilidade na implantação e coordenação de projetos de vanguarda promovendo a inserção, manutenção e avaliação de trabalhos, racionalizando custos e otimizando programas já existentes.
Domiciano também tem um importante trabalho junto a programas de Redução de Danos, visando a diminuição na propagação de doenças (DSTs), e a melhoria de vida na população de usuários de drogas (UDs), como a troca de seringas e distribuição de insumos. Por fim, Domiciano Siqueira tem vasta experiência em assessoria e organização de eventos na área deRedução de Danos, Direitos Humanos e outros. Abaixo, confira a entrevista na íntegra.
(En)Cena – Qual o impacto da nomeação de Valencius Wurch Duarte Filho para as políticas públicas destinadas a usuários de álcool e outras drogas?
Domiciano Siqueira – O impacto será desastroso, pois, antes de atingir usuários, certamente atingirá os profissionais que trabalham com essas pessoas. Certas conquistas são muito mais políticas do que técnicas e administrativas. E se são conquistas políticas, são fruto dos debates e precisam ser respeitadas. Esse tipo de retrocesso reabre as portas não só dos manicômios, mas do medo, da insegurança e do desrespeito. Política pública é aquela que a gente faz e o estado implementa, não o contrário.
 (En)Cena – Como ativista, quais as suas principais ênfases nesta área e, com esta mudança política no MS, qual o futuro das políticas públicas para o setor?
Domiciano Siqueira – Como ativista, assim como tantos outros que lutaram ainda muito mais do que eu, sinto-me estimulado a continuar com muito mais veemência a luta pela garantia dos Direitos Civis. Há ladrões que roubam dinheiro, há ladrões que roubam dignidade. Não será a primeira vez que somos chamados a lutar e empunhar bandeiras em favor da coerência e da liberdade.
(En)Cena – Como está o atual panorama da redução de danos, no âmbito da saúde pública federal?
Domiciano Siqueira – A Redução de Danos é um dos frutos da Luta Antimanicomial, da Reforma Psiquiátrica, mas, acima de tudo, fruto do desejo de inclusão, de respeito e dignidade com relação a grupos e minorias historicamente abandonados. Num quadro como o atual a RD se torna ainda mais necessária.
(En) Cena – Quais as ações que grupos organizados estão tomando a fim de evitar esta guinada rumo à onda manicomial? Há um movimento político de pressão? Se sim, haverá sucesso, diante do atual momento de enfraquecimento das esquerdas?
Domiciano Siqueira – Não vejo insucesso, encaro como mais uma importante batalha. Pelas redes sociais já é possível vislumbrar um verdadeiro “levante” contra esse atraso. É uma situação que deverá gerar uma grande onda de discussões, debates e embates, que vão contribuir com o amadurecimento da proposta antimanicomial, com o desejo de uma sociedade de bem-estar para todos e não apenas para alguns.
(En) Cena – Qual o impacto que esta mudança de postura do MS, na área de saúde mental, traz para o SUS, de modo geral?
Domiciano Siqueira – O SUS já vem sendo combatido há bastante tempo e com mais ferocidade depois que vieram governos mais populares. Permaneço afirmando que continuaremos a trabalhar por um SUS melhor, por uma sociedade mais justa e igualitária. Será mais uma vez que a Saúde deverá ditar os passos nessa direção.
(En) Cena – Esta atitude do MS, que explicitamente nomeia um diretor pró-manicômio, vem de acordo com os movimentos internacionais, ou está totalmente na contramão? 
Domiciano Siqueira – O mundo é cada vez mais e mais capitalista. O famoso modelo neoliberal continua forte na tentativa de construir um mundo de acordo com o que acreditam, e tem muita força. Confio, no entanto, que as mudanças ocorrem, mesmo em meio a retrocessos e obstáculos e isso vai contribuir com o avanço das propostas sociais e humanistas. Não penso em derrota ou vitória, penso em luta!
(En) Cena – Quais as suas considerações finais sobre o tema?
Domiciano Siqueira – Não sou especificamente um otimista, mas “nunca antes na história desse país” se viu tanta consciência à disposição das pessoas. Se esse processo ainda esbarra na necessidade de definir o que é maioria e o que é minoria… é democracia.
Prisão perpetua em manicômio judiciário

Fonte: internet
Edição: Carlos Sousa

terça-feira, 13 de junho de 2017

Teresina vai ser o palco do basquete 3x3



O SONHO SE TORNA REALIDADE: BASQUETE 3X3 É CONFIRMADO COMO ESPORTE OLÍMPICO

A Confederação Brasileira de Basketball (CBB) comemorou a decisão do Conselho Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI), que anunciou nesta sexta-feira (dia 09), a inclusão do Basquete 3x3 nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, nos naipes masculino e feminino. Serão 32 atletas na competição entre os homens e mais 32 entre as mulheres

“O Basquete 3x3 é praticado por todos e o fato de se tornar olímpico ganhará um upgrade. Foram sete anos de batalhas da FIBA e das confederações nacionais, lutando para que isso acontecesse. Reputo com o um dia histórico para todos que lutaram e a CBB não fica fora disso; agora é arregaçar as mangas e trabalhar ainda mais em prol da massificação deste esporte para formarmos novas gerações, usando a força das nossas federações estaduais”, explica Francisco Chagas, gerente de desenvolvimento do Basquete 3x3 da CBB.
“A emoção é muito grande, por termos acreditado no Basquete 3x3 quando poucos fizeram isso, há mais de dez anos. A modalidade se tornou realidade, especialmente no Brasil, com a chance de milhões de pessoas integrarem o Basquete 3x3, que não exige condições específicas de altura ou biótipo, apenas habilidade no controle de bola e disposição”, complementa Oliveira.
A Federação Internacional de Basketball (FIBA), em 2017, propôs ao Comitê Olímpico Internacional (COI) incluir o Basquete 3x3 aos Jogos Olímpicos da Juventude de Cingapura (2010), que acabou sendo o primeiro evento oficial da modalidade, com grande sucesso também na edição de 2014, na China. E, com esta decisão do COI, o 3x3 se torna a primeira modalidade dos Jogos Olímpicos da Juventude a ser incluída no programa olímpico.

“O Basquete 3x3 já era uma realidade mundial, com muita força no Brasil. Ficamos felizes e satisfeitos com a inclusão desta modalidade nos Jogos Olímpicos de Tóquio, salientando que isso nos dá mais força e incentivo para seguirmos trabalhando com esta importante modalidade, que vem crescendo muito, não só no cenário nacional, mas no internacional também”, finaliza Guy Peixoto Jr, presidente da CBB.






Obs. Está sendo dialogado sobre o torneio 3x3 em Teresina.

 Aguardem amigos e amigas que amam e praticam o basquete de quadra e de rua 3x3 vai dar certo o torneio no segundo semestre . Terá novidades sobre dia, local e taxa de inscrição.

PARA MAIS INFORMAÇÃO

Contato: WHATSAPP Carlos Sousa (86)99859-6896 ou Arielle Silva (86) 99972-1774
Apoio : Fundespi - Fundação dos Esportes do Piauí / Federação Piauiense de Basquetball / Nação hip hop Piauí / Associação cultural positividade

EDIÇÃO: Carlos Sousa


Fazenda da Paz faz parceria no projeto de mini franquias sociais do coco babaçu



Fazenda da Paz  faz parceria em projeto de cadeia produtiva do coco babaçu

Na manhã de segunda-feira (12), aconteceu no gabinete da Reitoria da Universidade Federal do Piauí (UFPI), a apresentação do Projeto “Mini franquias sociais na cadeia produtiva do Coco Babaçu”, pelo Prof. Dr. Tiago Patrício, do Curso de Administração da UFPI. Estiveram presentes, o Magnífico Reitor, Prof. Dr. José Arimatéia Dantas Lopes; a Senadora Regina Sousa, o Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Piauí (FAPEPI), Prof. Dr. Francisco Guedes; o Presidente da FADEX, Prof. Dr. Lívio Cunha; o Pró-Reitor de Planejamento (PROPLAN), Prof. Dr. André Macêdo; o Coordenador Geral da Comunidade terapêutica Fazenda da Paz, Célio Barbosa, e demais autoridades.

O coordenador Geral da Comunidade Terapêutica Fazenda da Paz também avalia de forma positiva a iniciativa do projeto e disponibiliza todos os recursos para o que mesmo possa alcançar todos os seus objetivos “A Fazenda da Paz se sente muito honrada em participar desse projeto, que com essas parcerias temos mais uma forma de ajudar aos nossos acolhidos, pois agora eles poderão aprender mais uma fonte de renda para o futuro, ” destacou.

Para o Reitor da Universidade, Prof. Dr. José Arimatéia Dantas Lopes, o projeto é de altíssima importância para o Piauí, e a parceria com instituições como a Fazenda da Paz valorizam ainda mais a proposta já que a mesma tem um forte papel social.

A Senadora Regina Sousa afirmou que o projeto beneficiará muitas famílias rurais. “Tem muito espaço para se desenvolver a partir do coco babaçu. E o produto é fonte de renda para muitas famílias rurais, mas não vamos apenas retirar, temos que pensar de forma sustentável para que nunca nos falte a matéria prima, ” Ressaltou.

edição : Carlos Sousa

domingo, 11 de junho de 2017

Senadora Regina Sousa propõe criação de Fórum de combate à violência em Uruçuí


Representantes de vários setores da sociedade e do governo se reuniram, na Câmara Municipal de Uruçuí, a 434 km de Teresina, para discutir alternativas para combater a violência. A audiência pública proposta pela vereadora Gleicy Maria (PT) foi motivada pelo crime ocorrido no dia 2 de maio passado em que uma jovem grávida sofreu estupro coletivo e o namorado degolado por três adolescentes. A senadora Regina Sousa, presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, propôs a criação de um Fórum de Combate à Violência no município.
A senadora disse que o enfrentamento à violência precisa ser discutido por todos os setores da sociedade e do governo. “Tem que haver parcerias entre prefeitura, governo e famílias para resolver os problemas e apontar soluções.” A parlamentar comentou que é preciso discutir o enfrentamento às drogas, à violência contra a mulher e também reduzir o número de acidentes de trânsito envolvendo motocicletas. E um dos caminhos é a educação, pois a repressão não resolve. E exemplificou o caso do município de Queimada Nova em que todos os motociclistas usam capacetes graças à conscientização.
No caso dos menores envolvidos em crimes, a senadora disse que eles precisam ser ressocializados e para isso é necessária uma ação coletiva e as famílias têm papel importante nesse processo. “ Tudo passa pela educação. A criança precisa ser ensinada a não querer, não sentir vontade de experimentar.” E acrescentou que o  trabalho preventivo cria adultos melhores em todos os sentidos.
Na audiência pública participaram vereadores, secretários municipais e representantes da sociedade. O secretário municipal da Juventude Alisson Guimarães enumerou as ações já realizadas e que serão implantadas no município com o objetivo de afastar os jovens da criminalidade que inclui o trabalho de prevenção e atividades esportivas, de lazer, arte e música.
O prefeito Wagner Coelho(PROS) informou que o poder municipal está fazendo o trabalho de prevenção à violência e um das ações é monitoramento da cidade através de câmeras.No município com mais de 20 mil habitantes serão implantadas duas comunidades terapêuticas que vão ofertar 50 vagas para dependentes químicos do sexo masculino.
Visita
A senadora Regina Sousa fez uma visita de solidariedade às famílias de Flaviano da Silva Marinho, o jovem de 19 anos que foi degolado e o corpo jogado no rio Parnaíba no início de maio deste ano. Ela conversou com a namorada de Flaviano, a adolescente grávida que sofreu  estupro coletivo. A presidente da Comissão de Direitos Humanos foi a Benedito Leite (MA) conversar com os familiares dos três adolescentes acusados do crime em Uruçuí. “ É preciso conhecer a história de cada um para tentar evitar que outros casos aconteçam, ” explicou Regina Sousa.
Posse do Diretório do PT
Após a audiência pública, a senadora Regina Sousa participou da solenidade de posse do novo Diretório Municipal do PT de Uruçuí que será presidido pelo vice-prefeito, José Humberto até 2019. Ele substitui a vereadora Gleicy Maria. Durante a solenidade o Partido dos Trabalhadores ganhou novos filiados, dentre eles o radialista Abdoral Martins.
        FOTO : GENEIDE SANTOS
             FOTO : GENEIDE SANTOS


EDIÇÃO  E TEXTO : Carlos Sousa e Geneide Santos

terça-feira, 6 de junho de 2017

Projeto social da cidade de Regeneração é exemplo para o Estado do Piauí


(PROJETO BRINCADEIRA E GINGA)
ABRAC CAPOEIRA (Associação Brasileira de Renovação da Arte Cultura Capoeira)
#Formando Cidadão



O projeto funciona na cidade de Regeneração/PI a 06 anos, trabalhando para que as crianças, adolescentes e jovens tenha uma vida mais saudável dentro da nossa arte, cultura, esporte Capoeira.
A 04 anos que eu jailson Pereira da Silva (Instrutor Lacraia) estou na direção do projeto.
Começamos atendendo e levando nossa Capoeira para os Jovens da Escola de Tempo integral CEPTI (Aurora Barbosa de Oliveira) em 2013 quando na época levamos nosso projeto e a direção nos deu total apoio até os dias de hoje temos essa parceria.
Hoje atendemos mais de   150 crianças e jovens de todos os Bairros aqui da nossa cidade com Capoeira, Danças e teatro, toda Segunda e Quinta Feira na ACADEMIA DA VILA aos Sábados e Domingos nas Escolas Municipais Gonçalo Nunes e Maria Dolores, também atendemos as Crianças Carentes do Bairro Santa Teresinha na sede da Associação de Moradores (trabalho Voluntario )
Nosso foco é forma cidadão usando nossa Capoeira como agente de transformação, sempre trabalhando Campanhas Educativas e Preventivas.
Em 2014 fizemos Campanha Capoeira Contra as drogas.
2015 Campanha Capoeira contra o Racismo
2016 Campanha Capoeira contra a violência doméstica.
Para esse ano de 2017 estamos com a Campanha Capoeira na preservação do meio ambiente.
Nosso Projeto Sobrevive de Doações, nos sempre fazemos Bingos e Rifas para realizar eventos, compra uniformes, instrumentos, fazer viagens etc.
Acreditamos na forca que a capoeira tem e no seu poder de transformação, hoje tenho muito orgulho de nosso trabalho pois já são ai 04 anos trabalhando com muito pouco apoio e mesmo assim nosso projeto sobrevive e graças a deus temos transformado a vida de muitos jovens.
Fazemos esse trabalho com amor e dedicação.
Quero aqui fala para todos nossos alunos e amigos parceiros ABRAC Capoeira pois é por vocês e para vocês que lutamos e trabalhamos tanto, tenho muito orgulho de cada um de vocês  pois nos momentos mais difícil vocês sempre estavam ali ao meu lado sempre trabalhando para cada realização e eventos  maravilhosos .
 veja imagens do projeto :

















Nosso Muito Obrigado aqueles que apoia nosso projeto.
ACADEMIA DA VILA
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE ESPORTE
SECRETARIA DE CULTURA
DG PREMOLDADOS
ESCOLA CEPTI

ABRAC CAPOEIRA
contato : (86) 99543-7124
Organização: Instrutor Jailson (Lacraia)
Supervisão: Mestre Mantega

REGENERAÇÃO PIAUI BRASIL

Texto: jailson pereira (instrutor lacraia)

Edição: Carlos Sousa

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