Neste artigo tenho muito o que falar, pois não sei o que
realmente estar acontecendo no aspecto políticas sobre Drogas. Seminários e
eventos acontecendo eu não consigo enxergar os usuários e a população de rua
nesses debates. Meu sonho vai ser realizado no dia em que os conservadores e,
alguns psicólogos e representantes de Comunidades Terapêuticas, parassem de
fazer calunia sobre mim “ Carlos Sousa “. Nesses últimos 10 anos, desde o CAPS
e a Fundação Monte Tabor, em Piripiri (PI), aonde estive em procedimentos terapêuticos.
E lá eu tive uma visão sobre dependência química e acolhimento a usuários. Em
outros projetos terapêuticos na capital Teresina/PI, eu tive novas e outras experiências.
Estudei muito a temática por meses e anos. E já por anos observei elites
defendendo estratégias terapêuticas para fins políticos. Isso me preocupou
bastante. Ouvi depoimentos de vários usuários em recuperação. Escrevi muitos
dos relatos deles para eu ler no futuro para uma avaliação. Muitos questionaram
sobre o acolhimento e sobre os educadores dos projetos terapêuticos. Até hoje
eu me pergunto por que cobrar taxas para participar de um debate sobre drogas? Quem
vai pagar para as pessoas em situação de rua participar de um seminário ou
debates sobre drogas? De quem é o interesse a final?
Acredito que estão me jugando mal já alguns meses. Alguns
pastores conservadores dizem que eu sou do mal, dizem que eu quero usar a política
de redução de danos para fazer coisas erradas, dizem que eu sou usado pelo
diabo, quem fala muito isso é os conservadores. Por que esse ódio contra mim? Defendo
todas estratégias sobre assuntos relacionado a Drogas. Agora nesses últimos 3
anos estou defendendo a estratégia (RD) Redução de Danos. Estou estudando
bastante o tema, fiz análises arriscando a minha vida entre os usuários dentro
de periferias aqui na capital, pois queria ver de perto a atual situação. Estou
triste por causa do silêncio de alguns psicólogos aqui em Teresina. Sempre me ofereci
para participar diretamente nos trabalhos e articulação, mais fui dispensado
por algumas vezes. Observei que há um interesse por traz dessa droga toda. Em
2013 fui chantageado para sabotar a criação da (FECOMTEPI) Federação das
Comunidades Terapêuticas do Estado do Piauí e eu não me corrompi. Fui honesto
com todo o grupo. Tive altos e baixos durante minha vida de adcção, mas o grupo
de conservadores me afastou da diretoria da (FECOMTEPI) porque eu defendi que católicos
e evangélicos têm seus projetos. “Por que não criar outras estratégias: Centros
Espíritas, Umbanda e outras religiões afro podem abrir centros terapêuticos? Eu
apoiei que sim e logo me excluíram do grupo e disseram que eu estava sendo
usado pelo diabo. Isso aí me deixou triste, pois observei que o grupo da
(FECOMTEPI) estava muito reservado, resumido em religião evangélica, descriminando
outras religiões. Ali caí no real contexto que era um retrocesso sobre a políticas
sobre drogas. Aqui encerro este texto mostrando a carta que eu defendo hoje. Esta
carta é humanizada e atual, elaborada na cidade de São Paulo.
leiam :
CARTA DO FÓRUM ESTADUAL DE REDUÇÃO DE DANOS DE SÃO PAULO
26 de Junho de 2017
Defendemos uma ética do cuidado inclusiva e compartilhada
que respeite as diferenças, promova a autonomia e a escolha dos sujeitos. Na
redução de danos é primordial a desconstrução de estigmas e da lógica moralista
e punitivista que prevalece na sociedade atual quanto ao uso de drogas. No
estado laico, a prevenção e a assistência do consumo problemático de drogas
requerem a construção de caminhos para conhecer e suportar a diversidade,
ampliar e garantir possibilidades de vida, e também de acesso aos cuidados. Assim, reafirmamos ações extramuros, que
ultrapassem os limites institucionais e reconheçam o território como lugar de
potência para intervenções e invenções no campo das praticas de redução de
danos.
No cenário atual temos aumento das Organizações Sociais
(OS), sobretudo no campo da saúde e assistência social, o enfraquecimento dos
movimentos sociais e a dispersão dos trabalhadores, implicando na precarização
das condições de trabalho. A escassez de capacitações e supervisões para os profissionais que atuam junto a
pessoas que usam drogas, gera fragilidades nas práticas de cuidados e nos
vínculos com os usuários. A falta de
compreensão das políticas previstas e a personificação das ações e o não
entendimento do que é a premissa da garantia de direitos, implica em ações que
fomentam e facilitam a retirada das escolhas do sujeito enfraquecendo assim,
qualquer forma de autocuidado e acompanhamento por parte dos
profissionais.
Precisamos afirmar as politicas públicas intersetoriais
(Saúde, Assistência Social, Justiça, Segurança Pública, Educação e Cultura,
entre outras) na lógica de redução de danos, isto é, não moralistas,
assistencialistas, proibicionaistas e/ou paternalistas. A complexidade do
fenômeno das drogas requer uma grande rede de serviços e profissionais
comprometidos com uma ética do cuidado. Defendemos, portanto, que o
preconceito, a criminalização e a segregação, pela truculência policial,
violências sistemáticas, higienização social, e o encarceramento de pessoas
pretas e pobres, não sejam as respostas de intervenção e cuidado.
Acreditamos que é imprescindível mudar essa realidade em que
a corda sempre estoura do lado mais fraco. O estado não pode ser uma
instituição potencializadora de danos, e sim garantidora de uma sociedade na
qual os sujeitos partam do mesmo lugar de direitos.
Carta feita a partir das contribuições dos participantes do
encontro do dia 26 de junho de 2017.
algumas imagens de experiência :
associação fraternidade o amor é a resposta / 2016
fundação monte Tabor / 2011
Time de futebol da associação terapêutica nova criatura /2014
associação terapêutica nova criatura 2014
fundação monte tabor /2011
fundação monte Tabor /2011
Associação terapêutica nova criatura /2011
Diadema /SP / 2010
Basquete Escola itinerante / atual 2017
Texto e edição : Carlos Sousa












Legal, Carlos. Gostei do seu texto e da carta. Apresente a outros rds, psicólogos e terapeutas. É fundamental ter parceiros. Talvez também possa procurar
ResponderExcluirgostaria do seu e-mail ou rede social .
Excluiropa legal amigo vou fazer isso já,já,.. positividades ,.
ResponderExcluirÉ carlos as veses me sinto assim tb más vamos em fente com essa luta.
ResponderExcluirESTOU NA LUTA SEMPRE
ResponderExcluirMuito relevante a profundidade desse texto no enfoque sobre as questões sociais e no que tange o enfretamento desse problema das drogas, assim como os psicotropicos e psicofarmacos.
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