Garantir que nenhuma criança sofra as consequências diretas
do aprisionamento de suas mães. E que nenhuma mãe seja impedida de amamentar
seus bebês por conta do encarceramento. Essa é a proposta da senadora Regina
Sousa (PT-PI). Ela apresentou, nesta quinta-feira (8), projeto de lei (PLS
43/2018), para garantir os direitos de crianças cujas mães e pais estejam
submetidos a qualquer medida privativa de liberdade.
A senadora argumenta que, embora tenha a quinta maior
população carcerária do mundo – atrás apenas dos Estados Unidos, China, Rússia
e Tailândia – e apesar de 80% dessas presidiárias serem mães de pelo menos uma
criança -, apenas 1/3 das prisões brasileiras têm celas adequadas para
gestantes ou berçários. E menos de 5% dispõem de creche.
Com isso, pode-se dizer que as crianças são simplesmente
encarceradas junto com suas mães.
Várias ações já foram iniciadas pedindo habeas corpus
coletivo para todas as presas grávidas ou mães de crianças até 12 anos. Mas,
atualmente, o benefício parece assegurado apenas a algumas detentas. A
ex-primeira-dama do Rio de Janeiro, Adriana Ancelmo, por exemplo, está em
prisão domiciliar porque seus advogados alegaram que ela tem filhos de 11 e 14
anos que precisam de sua presença.
Para outras, o cárcere é certo. A senadora Regina acredita
que as penas de reclusão devam ser aplicadas apenas em casos extremos e que as
penas provisórias sejam convertidas em prisão domiciliar sempre que possível.
Se o benefício não puder ser aplicado por algum impedimento legal e as mães
precisem de fato permanecer presas, os presídios devem garantir cuidados e
locais adequados para que elas possam acolher seus filhos.
“Precisamos garantir, no Marco Legal da Primeira Infância,
os direitos essenciais de nossas crianças, especialmente dos recém-nascidos e
de suas mães”, disse.
O projeto segue para tramitação nas Comissões de
Constituição e Justiça (CCJ) e na de Direitos Humanos (CDH).
Texto: Assessoria de comunicação da senadora Regina Sousa
Acesse: www.reginasousa.com
Edição : Carlos Sousa


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