quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Anistia Internacional luta contra retrocessos nos direitos humanos




A instituição identificou 138 proposições legislativas em tramitação na Câmara e no Senado que implicam ameaça a avanços brasileiros

A relação entre um governo com a continuidade em risco e com pouco poder de barganha e um Congresso sob o controle de interesses de grupos específicos coloca os direitos humanos em perigo. A percepção de que a conjuntura política associada à crise econômica torna a realidade brasileira suscetível a retrocessos motivou o lançamento, pela Anistia Internacional, da campanha Direitos não se liquidam. A instituição identificou 138 proposições legislativas em tramitação na Câmara e no Senado que implicam ameaça a avanços conquistados pela sociedade brasileira durante séculos.

O objetivo da campanha é estimular parlamentares a desistirem do apoio a propostas que atacam a proteção jurídica da criança e do adolescente, agridem os direitos de saúde sexual e reprodutiva, ofendem o direito de índios e quilombolas à terra, aumentam a permissividade para o uso de armas e restringem a liberdade de expressão e de manifestação pacífica. Está disponível para assinatura, no sítio eletrônico anistia.org.br, petição que alerta para as consequências de propostas legislativas que, se aprovadas, ameaçam avanços humanitários presentes na Constituição e em tratados internacionais.

A coincidência das crises econômica e política aumenta a suscetibilidade do governo e, por consequência, o risco que incomoda a Anistia Internacional. “São temas em negociação, mas que vêm sendo discutidos há tempos. Como o governo federal está refém do Congresso, ocorre, sim, uma sujeição que implica risco conjuntural”, avalia o cientista político da consultoria Prospectiva, Thiago Vidal. “A base do governo está sedenta por esse tipo de reforma, que implicaria, sim, retrocesso”, reconhece o diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz.

A preocupação da Anistia Internacional é com propostas que buscam a redução da maioridade penal, a proibição total do aborto, a revogação do Estatuto do Desarmamento, a restrição ao direito do acesso à terra para indígenas e quilombolas e as mudanças na legislação antiterrorismo, que impediriam a expressão de opiniões em público ou manifestações pacíficas.

Um ato em frente ao Congresso dia 31 de julho, marcou o início da Direitos não se liquidam. Os manifestantes portaram cartazes e usaram máscaras. “A campanha é a oportunidade de a população chamar o Congresso e cobrar um posicionamento”, explica a diretora executiva da Anistia Internacional no Brasil, Jurema Werneck. “Os temas que estão pautados significam retrocesso, perda de direitos. É preciso mobilizar as pessoas”, conclui.
Veja no link sobre o que é anistia internacional:


Veja mais abaixo :  
2 de agosto 2017

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS ABRE ESPAÇO PARA INVISÍVEIS

Foram 48 reuniões da Comissão de Direitos Humanos no primeiro semestre legislativo deste ano. E espaço sempre aberto para debates sobre problemas de todos os brasileiros. Falou-se muito sobre a reforma trabalhista. A presidenta da comissão, Regina Sousa, atuou para abrir o debate sobre o assunto. Mas os governistas preferiram não comparecer ao debate.

Também preferiram não indicar os integrantes do colegiado. Isso impede a votação de propostas terminativas (que poderiam ser aprovadas na comissão, sem necessidade de passar pelo plenário. "Eles não têm interesse em direitos humanos", resumiu a senadora.

Ela destacou que o colegiado deu espaço a debates sobre o impacto na vida dos brasileiros das reformas que o governo tenta emplacar. E abriu uma porta para as manifestações de mulheres, indígenas, quilombolas e outras vítimas de violência. São os "invisíveis"






Fonte: internet

Edição: Carlos Sousa




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