A frase não é minha. É do Rappa, uma banda cujo vocalista,
Marcelo Falcão, pediu a saída de Dilma Rousseff em um show. Na deixa, a horda
mandou uma mulher, mãe, avó e presidenta da República tomar no cu.
Na ocasião era o seu aniversário. O vocalista deve ter se
sentido presenteado.
Pois bem, dados do IBGE recém divulgados mostraram que, após
anos, o número de brasileiros em condição de miséria voltou a subir. Um
contingente de cidadãos que foram beneficiados exclusivamente com as políticas
inclusivas promovidas pelo Partido dos Trabalhadores voltou à insultuosa
condição de miserável.
Os números são de 2015, ano em que a grande mídia, o
Congresso Nacional, todo o poder judiciário e Falcão estiveram particularmente
empenhados não só em destruir uma mulher que ousou ocupar o mais alto cargo
público desse país, mas todo um projeto de poder que visava tornar essa nação
minimamente mais justa.
Seja como for, não existe outra palavra no dicionário brasileiro
que defina melhor o resultado de toda essa hipocrisia que “desastroso”. Depois
que finalmente caminhamos em direção à justiça social, “optamos” agora por
voltarmos ao período colonial, onde a realeza política usufruía as benesses do
poder às custas de toda uma massa escrava, ignorante e submissa.
Pergunto agora a Falcão: você realmente considera a miséria
um insulto? Porque eu particularmente a considero, tanto quanto as opiniões de
todos aqueles que, como você, contribuiram para o desastre político, econômico
e social que se estabeleceu a partir do impeachment.
Essa é realmente outra forma de miséria e, como tal, de
insulto.
1º O moralista
Falcão que estimula plateia atacar presidenta expulsou Yuka do Rappa quando
este ficou paraplégico
2º O Rappa ganha
contrato da Natura após puxar vaia contra Dilma
3º Rappa puxa vaia
a Dilma e ganha contrato da Natura, de Leal
4º Vocalista do
Rappa desabafa sobre governo Dilma em show e mais de 40 mil pessoas entoam coro
de protesto.
5º Falcão do Rappa
manda recado pra Dilma @ Planeta RS 2016

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